terça-feira, janeiro 12, 2010

não justifica mas esclarece

Quando eu digo que não faço aquelas coisas e que não sou assim, é a pura verdade. Porque o fiz? Não sei, levaste-me a isso.
Lembro para mim o dia que disseste 'hoje tomas café comigo'; lembro para mim o dia que me pediste 'posso ir contigo' naquela voltinha de carro em que até fomos comer umas cenas; lembro para mim um sms já fora de horas que dizia 'não vais dizer nada', para não mencionar aquele outro 'queres falar'; lembro para mim esta entrada destemida e confiante no meu carro, que me deixou perplexo, com um misto de contente e baralhado quanto à forma de reagir ao gesto, tendo em conta a última frase que me dirigiste, 'não fales mais pra mim'. Eu sempre fui muito claro contigo, a primeira vez que saimos eu disse logo o que me passou na cabeça e tu ficaste no suspance. Por várias vezes tentei, sem pressão, perceber o que se passava nessa cabecinha e tu ou te esquivavas ou respondias à tua maneira, mas depois tinhas gestos ou comportamentos que desacreditavam a tua resposta.
Tenho percebido em ti coisinhas bonitas  e outras nem tanto e enquanto permaneceres com a porta de entrada com aquela correntesinha de segurança em que apenas dá para espreitar um pouco para dentro, não pertendo nada de especial, apenas faço por ver os outros felizes, porque é isso que me faz sentir bem. Dessa forma também não consigo dar tudo de bom que eu sei que consigo, preciso de sentir confiança e reciprocidade.
Reconheço que não tenho o direiro de disparar criticas e 'provocações' como o fiz por mais que uma vez, desculpa, não justifica mas é um pouco fruto da grande confusão que para aqui anda.
Não pertendo com isto que reajas ou desculpes, quero apenas que percebas. E se perceberes peço que aceites novamente o convite de amizade que anulaste ontem.

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